Mais um capítulo dessa antiga “novela” entre Qualcoom e Apple acaba de vir á tona. Agora, a fabricante de chipsets está tentando fazer com que a justiça americana proíba a venda do iPhone X em duas operadoras, AT & T e T-Mobile.

Os novos processos alegam que a Apple está infligindo 16 patentes da Qualcomm, com o iPhone 7, 8 e X, bem como os modelos Plus. Muitas delas são patentes que melhoram a vida útil da bateria, mas outras se concentram em tecnologias adicionais, como o modo retrato. A Qualcomm diz que a Apple está usando sua tecnologia sem pagar royalties no modo retrato do iPhone.

Os processos pedem que a Apple pague multas por violação de patente e não use mais essas tecnologias em seus smartphones. E como dissemos anteriormente, a Qualcomm foi mais longe e solicitou o bloqueio nas vendas do décimo iPhone nas duas maiores operadoras dos EUA, afirmando que a Apple deve importar iPhones X usando modens da Intel, já que ambas empresas praticamente não são mais parceiras.

A Qualcomm aponta que a interface multitarefas do iPhone X tem bastante semelhança com a primeira interface do webOS. A empresa aparentemente possui patentes que cobrem essa interface, bem como outras tecnologias desenvolvidas primeiramente na Palm. “Todas essas invenções da Palm – de propriedade da Qualcomm – melhoraram enormemente a funcionalidade dos dispositivos móveis e a experiência do usuário, e todos elas são amplamente encontradas nos produtos da Apple sem licença ou permissão“, afirma um dos processos.

Lembrando, mais uma vez, que essa briga não é de hoje. Em julho, a Qualcomm novamente pediu pagamento de patentes e proibição nas vendas de alguns smartphones da Apple, mas agora, está atualizando os processos para incluir o iPhone X. Esses novos documentos foram emitidos no dia 29 de novembro, logo após a Apple ter apresentado seu próprio processo de violação de patentes contra a Qualcomm.

Esta disputa legal entre as empresas começou no início do ano, depois que a Comissão Federal de Comércio acusou a Qualcomm de comportamento anticoncorrencial. A Apple decidiu não ficar calada e apresentou uma ação judicial fazendo acusações semelhantes e, desde então, continuou a elaborar essas reivindicações nos tribunais de todo o mundo. Quando essa “novela” vai acabar? Eis a questão.

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