Para vender Xiaomi barato, “marktplace” tinha esquema criminoso

Em uma mega operação que acabou coincidindo com o período da Black Friday 2019, a Secretaria Estadual de Fazenda e Planejamento de São Paulo divulgou o balanço com cerca de 30 mil produtos eletrônicos apreendidos, sendo em sua grande maioria da marca chinesa Xiaomi.

A ação de combate a sonegação de impostos teve alvo as lojas marktplace que estavam vendendo produtos bem abaixo dos preços oficiais em um grande site bem conhecido (nome não foi divulgado).

COMO COMEÇOU?

Várias fabricantes que se sentiram lesadas realizaram denúncias, inclusive enviando documentos para Secretaria Estadual, entretanto segundo Vitor Manuel dos Santos Alves Junior, sub-coordenador da administração da Secretaria da Fazenda de São Paulo, já existia uma investigação em curso, onde apenas foram confirmadas as informações já apuradas.

Ainda segundo o sub-coordenador, não há foco em um fabricante, entretanto a maior parte das mercadorias eram da gigante chinesa Xiaomi.

COMO FUNCIONAVA?

Com quatro meses de investigações, as informações da Receita apontam para um esquema criminoso de sonegação de impostos, onde os produtos eram trazidos do Paraguai via rodoviária sem documentação.

Após a chegada dos produtos de forma irregular e sem recolhimento de impostos, as empresas emitiam apenas as notas fiscais de saídas dos produtos.

Ao todo, foram 159 alvos em 45 cidades do estado de São Paulo, entretanto 54 empresas não foram localizadas nos endereços cadastrados e terão suas inscrinções suspensas.

SIGILO FISCAL

Por sigilo fiscal, não foram divulgados nomes das empresas envolvidas e nem o nome dessa grande loja virtual que hospedava os vários marktplaces, aqueles famosos anúncios vendido e entre por. Nessa etapa da operação, as investigações se concentraram em apenas um grande site.

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