Já foi o tempo em que comprávamos bons smartphones com um preço não tão alto, e desde que a crise econômica aterrissou no Brasil, a escalada de preços tem sido alarmante – procure um bom aparelho abaixo de R$600 e você terá bastante dificuldade em encontrar.

A solução que as empresas parecem ter tomado para minimizar o custo final ao consumidor tem sido lançar por aqui versões “capadas” dos aparelhos lançados lá fora. Recentemente, a LG lançou por aqui o LG SE, com um hardware inferior ao seu irmão internacional. No Brasil, o G5 SE possui um Snapdragon 652 de 1,8 GHz ao contrário do  Snapdragon 820 de 2,15 GHz do G5. Temos também uma diferença na quantidade de memória RAM: o G5 SE tem 3 GB, enquanto o G5 tem 4 GB. Na prática, o preço continuou bastante alto.

E agora, com o lançamento do Moto Z, adivinhe o que a Lenovo vai fazer por aqui? O mesmo que a LG – lançar um modelo com hardware inferior também. O processador é o mesmo, um Snapdragon 820, porém com uma frequência de 1,8 GHz ao invés do 2,15 GHz do irmão mais potente. Essa diferença no processador também aparece na frequência mais baixas da GPU e memória (GPU: 624 MHz e memória: 1,866 MHz da versão normal contra GPU: 510 MHz e memória: 1,333 MHz da versão menos potente).

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TUDO SOBRE O MOTO Z

São cerca de 20% de perda de processamento, bem menos do que a relação LG G5 – LG G5 SE. No entanto, o preço a se pagar num aparelho top de linha desses não deixa a sensação de estar levando o melhor que a Lenovo pode oferecer para casa.

E aí, o que acha dessa moda de lançar aparelhos inferiores em terras tupiniquins com um preço nada amigável ao seu bolso?

ATUALIZAÇÃO: A Motorola descarta que a escolha do Snapdragon 820 com 1.8 GHz de clock não pode ser considerada inferior em suas especificações técnicas em relação ao modelo com 2,15 GHz, confira nota oficial:

“A Motorola, empresa do grupo Lenovo, reforça que a diferença de frequência do processador do Moto Z que será comercializado no mercado americano e o que chegará nos demais mercados do mundo, não pode ser considerada inferior em suas especificações técnicas. Tampouco acarreta diferenças significativas de desempenho entre as duas versões do smartphone, uma vez que o desempenho do aparelho não depende unicamente da frequência máxima do processador, mas sim de diversos elementos que compõem o hardware e software do produto.

A empresa esclarece ainda que o Moto Z que será lançado no Brasil terá o mesmo processador SnapDragon 820, com frequência de 1,8 GHz, em todo os mercados no mundo. A única exceção é a versão que será comercializada nos EUA, que terá esta variação para atender a necessidade específica da rede celular local e que tem frequência máxima de 2,2 GHz.

Assim como os Estados Unidos têm requisitos específicos, no Brasil, por exemplo, incluímos algumas funcionalidades como TV Digital (no Moto G4), ou Dual SIM Inteligente em toda a família Moto, incluindo o Moto Z; que não existem em outros países do mundo e que foram desenvolvidas para o nosso consumidor, por sua relevância local.

Por fim, a Motorola reforça que o seu maior compromisso é com a satisfação de seus consumidores, oferecendo produtos com alta tecnologia, excelência em qualidade e serviços que atendam às necessidades do público.”

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